Na claridade do sol confortador,
um sorriso me acompanha,
depois de viver a paz de um sonho
que me envolveu com belezas difíceis de descrever,
por sua floração maravilhosa,
tocada por um vento fresco e perfumoso.
Parecia aquelas manhãs
quando eu brincava à sombra da Barriguda*,
na velha Alexandria,
aguardando o apito agitado do trem
que poderia despontar ali
a qualquer momento!
E eu, junto com outros moleques,
morcegávamos naqueles vagões,
sentindo a mesma brisa que o sonho reproduziu
entre as margens bordadas de uma grama viçosa.
Como não sorrir diante de tal sensação?
Como não se sentir feliz na presença dessas lembranças?
Deixo rolar a corrente tranquila e cristalina
enquanto me perco olhando esse mar belo,
tendo em vista os reflexos do firmamento
que me saúdam para a outra vida;
enquanto estou preso no barro
que modela o homem que sou!
David Noah Santiago, heterônimo de Freitas Júnior

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